terça-feira, 25 de junho de 2013

Igrejas da Penha


Ontem, segunda-feira chuvosa, decidi fotografar as curiosas igrejas da Penha, na zona leste da cidade. Para quem não conhece, o bairro da Penha é um dos bairros mais antigos de São Paulo. Suas origens datam  do século 17.

Segundo informações extraídas do Wikipedia, a primeira referência oficial ao bairro é uma petição em que o licenciado Mateus Nunes de Siqueira obteve uma sesmaria do capitão-mor Agostinho de Figueiredo, em 5 de setembro de 1668. No ano de 1682, o padre Jacinto Nunes, filho ou irmão o licenciado Mateus Nunes,  aparece como proprietário e protetor da Nossa Senhora da Penha de França.

A partir daí todo o bairro foi formando-se em volta das igrejas.



    Aqui começa o meu passeio, descendo na estação Penha do metrô.





 Logo da estação avista-se a Basílica Nossa Senhora da Penha. Fiz um efeito no photoshop para destacar a igreja, pois devido ao tempo nublado e chuvoso a imagem ao longe fica acinzentada.








Saindo da estação encontramos estes conjuntos de edifícios.








Para chegar às igrejas, é preciso subir uma ladeira de ruas residenciais.









 No caminho encontro esta simpática senhora e seu cachorro chamado "Baby", vestido a caráter para a tarde chuvosa de São Paulo.











 Há muitas casas antigas como esta no bairro, remetendo as origens antigas da Penha.








Ao subir a ladeira, por entre as casas, avista-se a Basílica.























Após uns 15 minutos de subida chega-se à  maior igreja do bairro: A Basílica de Nossa Senhora da Penha, construída entre 1957 e 1967.

















Apesar da placa, não vi cachorro no quintal da igreja. Penso que devam soltá-lo a noite. 








A basílica é aberta ao público e é permito fotografar o seu interior.

































































Lá dentro fui abordado por uma devota que me sugeriu conhecer o lugar mais interessante e sinistro da igreja. Descendo por estas escadas eis que chega-se ao ossário.









Num espaço bem grande e parecendo um labirinto, há um ossário onde devotos adquirem um espaço para depositar os ossos dos entes queridos.







Há também uma espécie de capela no centro do ossário.







Encontrei uma família por entre os corredores  que me contou que a espera para obter uma vaga é bem grande. Geralmente paga-se para a igreja para obter uma, mas como praticamente todos os lugares estão ocupados a negociação é feita mesmo com os familiares que já possuem alguma vaga.






















São vários corredores no subsolo da Basílica.







Aqui fiz um mosaico com algumas fotos encontradas no ossário.






De volta a parte da nave da igreja, achei interessante este confessionário afinal, nele não dá pra esconder o rosto  na hora de confessar os pecados para o padre.



























Assim como na Basílica de Aparecida, aqui também existe uma sala dos milagres, onde devotos que alcançaram a graça em suas promessas depositam objetos em forma de agradecimento.








Saindo da basílica, dá pra ter uma noção de como é alta esta parte do bairro.









 E caminhando pela rua da basílica, uns 150 metros adiante, chega-se a igreja mais antiga do bairro e uma das mais antigas de São Paulo: Igreja de Nossa Senhora da Penha de França.










Restaurada, ela está um mimo. O carro estacionado em frente será sorteado em uma rifa da paróquia.







 Aqui temos uma ideia de como é antiga esta igreja. Nesta, não fui autorizado a fotografar seu interior.







Mais construções de época, dando a ideia de como o bairro é antigo.







 E em frente à igreja, o cartaz da heresia.

















 Saindo pela lateral, fui em direção ao Largo do Rosário, onde está a igreja mais curiosa do bairro.







 E chegando ao Largo do Rosário, encontra-se a Capela Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, erguida em 1802 por negros que eram proibidos de entrar na outra igreja. Por esta razão e em forma de protesto a capela foi erguida de costas para a Igreja Nossa Senhora da Penha de França. Diz a lenda que estes negros demoraram cinco anos pedindo esmolas para erguer esta capela.
























Se não me engano, estas fitas amarradas nas árvores tem a ver com a festa do Divino Espírito Santo.






Várias referências ao legado africano nas fitas.























E ao contrário da suntuosa basílica e da outra igreja restaurada, é nesta daqui que moradores de rua preferem ficar.







Além de devotos, é claro.








































 E com esta foto da barbearia encerrei o passeio, pois a chuva engrossou muito, inviabilizando mais imagens.



3 comentários:

  1. Ola, gostei do blogue, tenho alguma coisa parecida também, mas na Igreja da Penha, que conheço, não sabia que havia um ossário por lá, vou ter que voltar e, ver também a Igreja dos Negros. Uma informação, aquela primeira foto onde se vê a Catedral da Sé, no fundo, onde é? Valeu

    ResponderExcluir
  2. Ola, gostei do blogue, tenho alguma coisa parecida também, mas na Igreja da Penha, que conheço, não sabia que havia um ossário por lá, vou ter que voltar e, ver também a Igreja dos Negros. Uma informação, aquela primeira foto onde se vê a Catedral da Sé, no fundo, onde é? Valeu

    ResponderExcluir
  3. Como posso entrar em contato com a pessoa que criou essa pagina? Eu tenho um trabalho de faculdade e gostaria de obter algumas informacoes, pode ser?

    ResponderExcluir